Crítica sobre o filme 2012

Categoria: Filmes Escreva um comentário »

Abaixo segue uma crítica sobre o badalado filme 2012:

2012,Iden, EUA, 2009.
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich

Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Amanda Peet, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson e Danny Glover.

É impressionante como a qualidade das histórias dos blockbusters americanos vão se tornando inversamente proporcionais a qualidade dos novos efeitos especiais, é só compararmos a filmografia do mestre do cinema desastre, Roland Emmerich (herdeiro de Irwin Allen, o criador do gênero), em Independence Day tinhamos vários efeitos falhos, o uso de maquete era visível em qualquer cena de destruição, no entanto, os personagens eram carismáticos, o enredo era envolvente com o seu clima de tensão crescente, sem perder em nenhum momento o bom humor.

O filme 2012 tem as sequências de destruição mais fantásticas e bem realizadas possíveis, no entanto a história é boba e repleta de clichês, o filme é ruim? Não, é extremamente divertido, mas a falta de cuidado com a história, o torna descartável, você pode até querer assistir de novo, mas no momento que os efeitos cansarem (ou forem superados no próximo filme catástrofe), você vai esquecê-lo, enquanto que provavelmente continuará lembrando da boa química entre Will Smith e Jeff Goldblum em Independence Day, por exemplo.

Na história, cientistas descobrem que o alinhamento planetário está provocando o aumento da atividade solar e falhas no campo magnético da terra, o que causará a instabilidade de todas as placas tectônicas e consequentemente a destruição do mundo como conhecemos (ao menos foi isso que eu entendi, já que ninguém consegue explicar direito o que está acontecendo), o escritor e motorista Jackson Curtis (John Cusack) descobre por acaso a iminente catástrofe e o plano dos governos mundiais para tentar salvar a espécie, com a construção de “gigantescas arcas” e tenta desesperadamente salvar seus filhos e sua ex-esposa (Amanda Peet).

Aí temos o primeiro e mais batido clichê de todos, para incluir um peso dramático aos personagens unidimensionais, o roteiro separa o mocinho da mocinha (e é lógico que você já sabe o final dessa história), após esse, temos uma sucessão de outros piores, como o discurso do presidente dos Estados Unidos direcionado para todas as pessoas do planeta e etc.

As tentativas de Roland Emmerich de parecer politizado, são tão catastróficas quanto as próprias imagens de destruição, as reuniões do G-8 soam risíveis, infelizmente não era a intenção, e falando em riso, o humor é escasso (ao que parece o produtor Dean Devlin era o responsável pelo humor de Emmerich, foi só a parceria acabar que os filmes dele ficaram sem graça). Por outro lado, o “plano” de salvamento me surpreendeu pelo direcionamento do público selecionado para a arca, os arrasa-quarteirões não costumam ser tão cínicos com relação as virtudes do homem.

Então vá ao cinema e divirta-se com as sequências de destruição que são o “guilty pleasure” do ano (Michael Bay, vê se aprende que os efeitos são mais impactantes quando mostrados em sua totalidade, ao invés de cortados a cada 3 segundos!), infelizmente os trailers que foram lançados já mostraram todas essas sequências, você só terá a chance de vê-las estendidas (por falar nisso, a já famosa cena do Cristo Redentor, tem uma narração em “português” hilariante). Particularmente, estou curioso no que Emmerich terá que fazer em seu próximo filme para superar a destruição vista nesse, dessa vez o diretor conseguiu a proeza de levar suas tão famosas Tsunamis até o topo do himaláia! Embora, finalmente tenha dado um descanso para Nova York.

 

Fonte: Dr. Caligari


Tags: , , , , , ,

Deixe um comentário