‘Fim do mundo’ vira piada entre físicos brasileiros do LHC

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O temor de que o superacelerador pudesse criar buracos negros que engoliriam a Terra virou piada entre os físicos brasileiros que trabalham no LHC . “Isso até nos diverte”, ri Gustavo Valdiviesso, da Unicamp. “Sabemos por observação que esse risco não existe”.

Nem tudo foi motivo para riso, porém. Na Índia, uma adolescente de 16 anos se matou bebendo pesticida. Segundo seu pai, ela ficou traumatizada pelos relatos na imprensa de que uma “máquina do Big Bang” poderia acabar com o mundo.

Os brasileiros, em sua maioria alunos de pós-graduação, sentiram-se parte de um marco na história da física.

Assim como Valdiviesso, Mauro Rogério Cosentino, doutorando da USP, trabalha no Alice, um dos quatro detectores de partículas do acelerador. Para ele, o experimento é uma aventura fascinante e imprevisível como as grandes descobertas dos navegadores.

“Nossa Índia é o bóson de Higgs”, compara. “Mas quem sabe qual será a América que encontraremos?”

Com apenas 26 anos, o curitibano Guilherme Hanninger participa do experimento como parte de um grupo de estudos da Universidade de Bonn, na Alemanha, onde completa seu doutorado. Sua tese estuda uma das formas de detectar o bóson de Higgs. “É a última peça do quebra-cabeças que falta, e é um privilégio poder participar dessa busca”, diz o ex-estudante da USP.

Fonte: Folha Online – Ciência


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