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Neve do Monte Kilimanjaro já não é eterna

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O aquecimento global deve derreter toda a cobertura de neve do Monte Klimanjaro, o ponto mais alto do continente africano, em mais 20 anos. Os animais também sofrem com as alterações no clima.

O gelo também está derretendo na África. Uma informação científica chocou os africanos nesta semana. O Monte Kilimanjaro, o ponto mais alto do continente, em 20 anos não terá mais neve. Motivo: o aquecimento global.

O Kilimanjaro, com seu pico, até agora, “eternamente nevado”, é uma referência mundial da paisagem africana. O clima mais quente e seco, com menos nuvens, das últimas décadas já fez com que a cobertura de gelo do monte encolhesse 85%, desde o início do século. Analisando fotografias aéreas de várias épocas e dados sobre a espessura do manto de gelo, os pesquisadores concluíram que o belo branco do Monte Kilimanjaro terá desaparecido em 2022. Ou, no melhor dos cenários, em 2033.

E este é só um dos problemas na África. Os animais vêm sofrendo com o meio ambiente. Em 2009, centenas morreram no Quênia por causa das mudanças climáticas. Onde havia vegetação, os bichos encontraram terrenos secos e sem água. As estações do ano irregulares deixam os animais perdidos. A savana está morrendo, secando. Parques nacionais e reservas, como o Parque Kruger, na África do Sul, estão diminuindo. Os africanos perdem o verde. E os animais, o habitat.

Fonte: Fantástico


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Gelo derretendo rápido demais: um sinal?

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Bolívia: gelo que se acumulou em mil anos, derreteu em apenas dez

É a altitude que faz os Andes terem gelo, em plenos trópicos. Os picos passam dos 6 mil metros. Mas neles acontece a mudança mais dramática provocada pelo aquecimento global. Um fenômeno que vamos ver na geleira Huayna Potosí, a quase 5 mil metros de altitude.

Nosso guia percorre estas montanhas há três décadas. Ele aponta a face sul da montanha. O que se vê é só rocha. Ele se espanta, e a última vez que esteve aqui foi há apenas três meses.

“Nunca tinha visto, como está se descongelando. Todas as montanhas estão descongelando”, afirma o guia.

A geleira de Huayna Potosi cobria todo o vale e não era uma camada fina de gelo. No ponto mais espesso, chegava a ter 200 metros, cobria pedras. O gelo que levou mais de mil anos para se formar, desapareceu em apenas dez.

Cem metros acima, a geleira, linda e imponente, se derrete diante dos nossos olhos. Por toda parte, a água, aprisionada pelo frio há mais de um milênio, volta a correr.
O gelo está derretendo tão rápido, que é como se estivesse chovendo dentro da fenda. Em dez anos, os Andes bolivianos perderam 40% do seu gelo.

O guia não se conforma. “É triste. Daqui a uns dois anos mais, vai estar mais para dentro e desaparecerá”.

Como Chacaltaya, que hoje é apenas as ruínas do que foi um orgulho nacional. Foi a pista de ski mais alta do planeta, com 5,3 mil metros, mas, no começo dos anos 1990, os cientistas perceberam que a geleira que dava sustentação para a pista, estava derretendo.

A previsão na época foi muito pessimista. Ela não chegaria ao ano de 2015, mas a realidade foi pior. A pista de ski não chegou ao século 21 e se reduziu a uma manchinha de gelo lá no alto.

A temperatura na Bolívia já subiu quase 1ºC, mas o que provoca o desastre é a mudança no padrão de chuvas. Sem chuva, não há neve para repor. Mais tempo de sol, mais calor nas pedras.
Por causa da seca, boa parte da Bolívia declarou estado de emergência.

Na região de La Paz, as represas estão com menos de 10% da capacidade. Ao lado da capital, El Alto, um milhão de habitantes, a maioria vinda do campo, descobre que lá também falta água.

Dona Alessandra faz estoque. Ela diz que na maior parte dos dias, não tem nada. “Quando era pequena, nevava até quase a altura dos joelhos”, ela conta. “Nevava uma semana, três dias. Agora, é uma hora e sai o sol”.

Parte da família dela foi embora para o Brasil.

O que hoje é imigração ilegal pode se tornar uma crise de refugiados do clima. Nossos rios mais importantes, do Amazonas ao Paraná, tem as nascentes na Bolívia. O desastre não reconhece fronteiras.

Fonte: Fantastico


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