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Nem estrela nem planeta, telescópio descobre objeto inclassificável

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O telescópio espacial Kepler, da Nasa, detectou dois objetos astronômicos que não se encontram em nenhuma categoria conhecida por astrônomos.

Apresentadas no dia5 de janeiro na reunião da Sociedade Americana de Astronomia (AAS, na sigla em inglês), essas entidades que orbitam estrelas são quentes demais para serem planetas, mas muito pequenas para serem consideradas outras estrelas. A temperatura nesses corpos celestes ultrapassa 14 mil graus Celsius.

As principais teorias para a natureza dos objetos englobam os dois extremos do ciclo de vida cósmico. Jason Rowe, responsável pela descoberta, sugere que eles são planetas recém-nascidos, onde normalmente a temperatura é alta.

Já Ronald Gilliland, do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, diz acreditar que os misteriosos objetos sejam estrelas do tipo das anãs brancas que estão morrendo, perdendo camadas exteriores e encolhendo.

Projetado para localizar objetos semelhantes à Terra, o Kepler já achou, em seis semanas de operação, cinco planetas fora do Sistema Solar. Todos porém, são grandes e quentes, mais parecidos com Júpiter.

O menor deles tem aproximadamente o tamanho de Netuno, o quarto maior planeta do Sistema Solar. De acordo com o chefe da divisão de astrofísica da Nasa, Jon Morse, “é apenas questão de tempo até que as observações do Kepler levem a planetas menores e com períodos mais longos de órbita, aproximando-se cada vez mais da descoberta do primeiro deles análogo à Terra”.

Fonte: Folha Online – Ciência


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‘Fim do mundo’ vira piada entre físicos brasileiros do LHC

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O temor de que o superacelerador pudesse criar buracos negros que engoliriam a Terra virou piada entre os físicos brasileiros que trabalham no LHC . “Isso até nos diverte”, ri Gustavo Valdiviesso, da Unicamp. “Sabemos por observação que esse risco não existe”.

Nem tudo foi motivo para riso, porém. Na Índia, uma adolescente de 16 anos se matou bebendo pesticida. Segundo seu pai, ela ficou traumatizada pelos relatos na imprensa de que uma “máquina do Big Bang” poderia acabar com o mundo.

Os brasileiros, em sua maioria alunos de pós-graduação, sentiram-se parte de um marco na história da física.

Assim como Valdiviesso, Mauro Rogério Cosentino, doutorando da USP, trabalha no Alice, um dos quatro detectores de partículas do acelerador. Para ele, o experimento é uma aventura fascinante e imprevisível como as grandes descobertas dos navegadores.

“Nossa Índia é o bóson de Higgs”, compara. “Mas quem sabe qual será a América que encontraremos?”

Com apenas 26 anos, o curitibano Guilherme Hanninger participa do experimento como parte de um grupo de estudos da Universidade de Bonn, na Alemanha, onde completa seu doutorado. Sua tese estuda uma das formas de detectar o bóson de Higgs. “É a última peça do quebra-cabeças que falta, e é um privilégio poder participar dessa busca”, diz o ex-estudante da USP.

Fonte: Folha Online – Ciência


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